terça-feira, 21 de agosto de 2018

News do Dia: Mirae lança primeiro ETF de renda fixa no Brasil em setembro
SigaOLucroagosto 21, 2018 0 comentários

© Reuters.
Arena do Pavini - A gestora coreana Mirae Asset deve lançar em setembro o primeiro fundo de renda fixa com cotas negociadas em bolsa do mercado brasileiro. Os chamados Exchange Traded Funds (ETF) já existem no Brasil, mas apenas para ações, e vão agora facilitar a aplicação em renda fixa para pequenos investidores, servindo de alternativa a fundos de investimentos, Tesouro Direto e papéis de empresas e bancos. Ao comprar uma cota do fundo por valores a partir de R$ 100, o investidor receberá o rendimento de uma carteira formada por aplicações no mercado futuro de juros de acordo com o índice Standard & Poor’s (S&P) B3, que reflete o rendimento dos juros projetados pelo mercado para os próximos três anos. Terá também imposto menor, de 15% sobre o ganho, enquanto na compra de papéis as alíquotas começam em 22,5%.
Os ETFs não têm gestão ativa, apenas reproduzem índices de mercado, mas têm sido mais usados no mercado internacional pelos investidores do que a aplicação direta em ações ou títulos. A vantagem é que os ETFs permitem, com valores pequenos, maior diversificação em vários papéis na compra de uma cota.
O Tesouro Nacional há alguns anos prepara um ETF lastreado em títulos públicos, mas está ainda em processo de seleção de um gestor para cuidar da montagem do fundo. As propostas dos gestores foram entregues em 6 de agosto e estão agora na fase de seleção. O ETF do Tesouro terá como referência os papéis do Tesouro Nacional.
Compras no Canadá, Coreia, Austrália e Nova York
O ETF de Renda Fixa será um dos primeiros grandes lançamentos da gestora da Mirae no Brasil e terá como alvo não só investidores locais, mas também grandes investidores estrangeiros interessados nos juros pagos no país. A empresa é forte no mercado de ETFs no exterior, tendo comprado nos últimos anos a Horizons, do Canada, a Tiger, da Coreia, a BetaShares, da Austrália e, mais recentemente, a Global X, uma gestora fundada em 2008, com sede em Nova York, e com mais de 50 ETFs disponíveis nas bolsas dos EUA e do exterior.
Conversas vinham há dois anos
“Enquanto o Tesouro Nacional não iniciava o processo de seleção das gestoras, vimos oportunidade de desenvolver em paralelo o nosso próprio ETF de Renda Fixa”, diz Jisang Yoo, presidente da Mirae Asset Global Investments no Brasil. Segundo ele, as conversas com a bolsa B3 e com o parceiro provedor de índice, a S&P, começaram em agosto de 2016. “Em quase dois anos foram feitos diversos trabalhos que resultaram no FIXA-ETF01L1”, explica Jisang Yoo. “Acreditamos muito no potencial do crescimento do ETF de Renda Fixa no Brasil, e o nosso índice de referência vem para fomentar ainda mais o mercado”, afirma.
Tributação diferenciada
Uma das vantagens do novo ETF será sua tributação, explica André Pimentel, diretor de Investimentos da Mirae Asset no Brasil. “Ele possibilita ao investidor uma eficiência fiscal, já que no mercado secundário o investidor tem a possibilidade de ser tributado somente em 15% de imposto de renda e sem come-cotas (imposto cobrado antecipadamente antes do resgate, em maio e novembro nos fundos de renda fixa e multimercados), e zero de IOF, isso quando o prazo médio de repactuação for acima de 720 dias”, explica. “Nosso ETF foi criado para atender esses pré-requisitos e se posicionar nessa faixa de tributação.”
Experiência internacional e US$ 31 bi sob gestão em ETF
A Mirae pretende usar a experiência que adquiriu no exterior para trazer o ETF de renda fixa para o Brasil, afirma Jisang Yoo. Segundo ele, a Mirae tem ampla experiência nas mais diversas formas de ETF ao redor do mundo, podendo trazer o que há de mais inovador lá fora e ajustar essas aplicações ao perfil do mercado local. A empresa é gestora de aproximadamente U$ 31 bilhões de dólares apenas em ETF, distribuídos em 314 produtos da categoria nas mais diversas bolsas, sob o comando de quatro marcas relevantes. “Acreditamos que a força da equipe Global de ETF da Mirae Asset, aliada à expertise no mercado de Renda Fixa local, seja, sem dúvida, um grande diferencial”, diz Jisang Yoo.
Segundo ele, a Mirae busca consolidar a presença global por meio de aquisições, como temos feito nos últimos anos, já que acredita que o mercado de ETF é um segmento de grande potencial de crescimento, mesmo considerando a forte expansão já verificada nos últimos anos.
Índice em parceria com a S&P
André Pimentel observa que a Mirae oferecerá um ETF baseado em um índice elaborado em parceria com a S&P, que conta com amplo potencial de crescimento – tanto local quanto internacional – e conseguirá atender as demandas de liquidez do mercado. Além disto, o índice proposto, quando comparado com outros índices de relevância do mercado, tem se comportado de maneira muito competitiva em diversos períodos de análise. “Acreditamos que será interessante avaliá-lo como mais uma ferramenta para obtenção de retornos no longo prazo, bem como de diversificação do risco”, afirma Pimentel.
Lançamento na semana de 10 de setembro
A expectativa é fazer o lançamento do ETF na semana de 10 de setembro, afirma Jisang Yoo, ou seja, em pouco mais de três semanas. O código de negociação será FIXA-ETF01L1 e o nome do fundo de indice é Mirae Asset Renda Fixa Pré. E pequenos investidores também poderão investir nos ETFs de renda fixa, explica André Pimentel, a partir de R$ 100. “Trabalhamos para oferecer um produto competitivo para os mais diversos públicos, que vão desde os investidores pessoas física até os institucionais globais”, diz. O ETF poderá ser adquirido também por meio de outras corretoras além da Mirae.
Taxa de administração de 0,30% ao ano
Sobre o custo para o investidor negociar o ETF de renda fixa, Pimentel explica que haverá a taxa de administração do fundo, de 0,30% ao ano, baixa para os padrões brasileiros de renda fixa, que costumam cobrar em fundos de investimentos abertos mais de 0,50% ao ano. Já na hora de comprar as cotas na bolsa, o investidor terá de pagar a taxa de corretagem cobrada pela corretora pela qual vai operar e a tarifa de emolumentos da bolsa, como ocorre com outros papéis negociados na B3.
Potencial de R$ 10 bilhões no longo prazo
Com a experiência da Mirae nesse mercado no exterior, Jisang Yoo está otimista e acredita que o novo ETF de renda fixa pode chegar a R$ 10 bilhões no médio e longo prazo. “Dado o tamanho da indústria, a amplitude do público-alvo e competitividade do produto, nada mais natural do que ficarmos extremamente otimistas”, admite. “Considerando o prazo de maturidade do produto, acreditamos possuir uma posição de relevância no mercado”.
ETFs de Ásia e de Tecnologia de Informação
Com relação a outros ETFs, Jisang Yoo explica que a gestão de ETFs é uma divisão de negócio muito importante no grupo da Mirae Asset e a gestora encontra-se entre as 20 maiores do Mundo. “Localmente, temos o objetivo de expandir a divisão de negócio para Brasil juntamente com produtos bem estruturados como forma de estratégia de crescimento”, diz. “Temos planos para lançar ETFs internacionais, com estratégias específicas, como por exemplo, ETF regionais como Ásia, e temáticos voltados para Tecnologia da Informação, que investem em empresas de Robotica, Inteligencia Artificial, suprimentos de tecnologia, etc”, afirma.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

News do Dia: Petrobras buscará alavancagem menor em novo plano, que sai em novembro, diz Itaú BBA
SigaOLucroagosto 17, 2018 0 comentários

© Reuters
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras (SA:PETR4) deverá trazer uma meta de alavancagem mais próxima de seus pares globais, em seu plano de negócios 2019-2023, que deve ser publicado em novembro, segundo relatório do Itaú BBA, que citou como fonte o diretor-executivo da Área Financeira e de Relacionamento com Investidores da estatal.
Rafael Grisolia esteve reunido na manhã desta sexta-feira com analistas de mercado, disse o banco. Durante a reunião, o executivo sinalizou que a nova meta para o indicador de alavancagem, medido por dívida líquida sobre Ebitda, poderá ser de 1 a 1,5 vez no futuro.
Dessa forma, a empresa teria um nível de alavancagem "mais compatível com o nível pares internacionais", e isso estaria disponível no anúncio do próximo plano de negócios, planejado para novembro, disse relatório do Itaú BBA.
A empresa acredita ser possível atingir a atual meta, de 2,5 vezes, até o fim deste ano, uma vez que os preços do petróleo estão mais altos do que quando o plano de negócios atual foi projetado, explicou o banco.
A manutenção da meta ocorre apesar de impedimentos para a conclusão de importantes vendas de ativos, como da área de refino, além da Transportadora Associada de Gás (TAG), após decisão cautelar do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela qual a venda de ações depende de autorização legislativa.
Na reunião, Grisolia reiterou que a Petrobras não cancelou o seu plano de desinvestimentos, que tem como um dos seus principais objetivos reduzir a dívida da empresa, mas que precisou suspender por questões legais.
"A empresa continuará buscando formas de otimizar seu portfólio de ativos, vendendo os de menor retorno e investindo em ativos de maior retorno", afirmou o relatório do Itaú (SA:ITUB4).

CESSÃO ONEROSA

Grisolia também afirmou aos analistas que as negociações com o governo a respeito de áreas do pré-sal cedidas pela União à estatal em 2010, mediante contrato conhecido como cessão onerosa, estão muito avançadas e que a necessidade da aprovação no Congresso de uma lei sobre o tema é "o principal obstáculo" para a conclusão.
O contrato da cessão onerosa cedeu à Petrobras o direito de explorar até 5 bilhões de barris de óleo equivalente em determinadas áreas do pré-sal. Na época, a empresa pagou 74,8 bilhões de reais por esse direito.
No entanto, uma renegociação do valor pago estava previsto desde o início, depois que as áreas fossem declaradas comerciais, considerando variações de câmbio e dólar.
O projeto de lei, que já foi aprovado na Câmara e precisa ser votado no Senado, resolve alguns entraves para a negociação e ainda abre caminho para um mega leilão dos volumes de petróleo encontrados pela Petrobras que excedem os 5 bilhões de barris.
"Na visão da administração, ainda é possível concluir este ano se a lei for aprovada", disse o Itaú.

COMBUSTÍVEIS

Durante a reunião com analistas, Grisolia também comentou recente decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de colocar em consulta pública uma minuta de resolução que poderá obrigar a Petrobras a publicar uma fórmula utilizada para definir preços de combustíveis.
"O CFO esclareceu que não existe uma fórmula 'absoluta' que determine os preços. Ele mencionou que a Petrobras participará da audiência pública para acrescentar suas contribuições e melhorar essa resolução", disse o Itaú.
Além disso, o executivo frisou aos analistas que a empresa buscará lucratividade se o programa de subsídio ao diesel terminar, defendendo que todos os acionistas, incluindo o governo, devem ter rentabilidade.
"Eles continuarão a buscar níveis compatíveis com a política internacional de preços", disse o Itaú.
Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Paula Laier via Investing
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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

News do Dia: Opep reduz previsão de demanda por seu petróleo em 2019
SigaOLucroagosto 13, 2018 0 comentários

© Reuters.
LONDRES (Reuters) - A Opep previu nesta segunda-feira uma demanda menor por seu petróleo no ano que vem, enquanto rivais bombeiam mais e a Arábia Saudita, grande exportadora de petróleo, evitando um excesso de oferta, tem cortado a produção.
Em um relatório mensal, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo disse que o mundo precisará de 32,05 milhões de barris por dia (bpd) de seus 15 membros em 2019, uma queda de 130 mil bpd em relação à previsão do mês passado.
A Opep disse que sua produção de petróleo em julho subiu para 32,32 milhões de barris diários, acima da previsão de demanda, apesar de um corte surpresa na produção da Arábia Saudita apenas algumas semanas depois que a Opep e seus aliados concordaram em aumentar a oferta.
Fonte: Investing
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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

News do Dia: Dólar sobe 1,5% e vai a R$3,86 em dia de aversão ao risco no exterior com Turquia
SigaOLucroagosto 10, 2018 0 comentários

© Reuters
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava com alta firme nesta sexta-feira, já no patamar de 3,86 reais, em dia de forte aversão ao risco nos mercados internacionais por conta de preocupações com a situação da Turquia, que enfrenta sanções dos Estados Unidos.
Às 10:24, o dólar avançava 1,54 por cento, a 3,8621 reais na venda, após bater 3,8653 reais na máxima do dia. Na véspera, a moeda norte-americana já havia subido 1 por cento ante o real. O dólar futuro avançava cerca de 1,55 por cento.
"O movimento da lira turca preocupa praticamente todos", escreveu a corretora H.Commcor em relatório. "Os investidores acionando o 'modo pânico' em meio à preocupação com a solvência daquele mercado", acrescentou.
O dólar saltava cerca de 15 por cento ante a lira, para a máxima recorde, com preocupações com a influência do presidente Tayyip Erdogan sobre a política monetária da Turquia e o agravamento das relações com os norte-americanos, que impuseram ainda mais sanções contra o país.
Erdogan pediu aos turcos que troquem ouro e divisas pela lira para defender a moeda no que chamou de "batalha nacional", enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a relação de seu país com os turcos "não está boa neste momento" e que autorizou tarifas mais altas sobre as importações da Turquia.
Como conseguência, o dólar tinha forte alta ante uma cesta de moedas e também sobre divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano.
A forte aversão ao risco global acabou deixando em segundo plano, momentaneamente, a cena eleitoral brasileira depois da realização do primeiro debate dos candidatos à Presidência na noite passada e considerado morno.
O Banco Central brasileiro realiza nesta sessão leilão de até 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de setembro, no total de 5,255 bilhões de dólares.
Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.
Por Claudia Violante via Investing
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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

News do Dia: Dólar sobe e se aproxima do nível de R$3,80 com exterior e política local
SigaOLucroagosto 09, 2018 0 comentários

© Reuters.
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia nesta quinta-feira e voltava a se aproximar do patamar de 3,80 reais diante da cautela com a cena eleitoral local e seguindo o cenário externo, em ambiente de guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros.
Às 10:16, o dólar avançava 0,65 por cento, a 3,7904 reais na venda, depois de terminar com leve baixa de 0,03 por cento na última sessão. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,45 por cento.
"Com mais de 30 por cento dos eleitores com votos brancos e nulos, e os eleitores indecisos, o evento é visto como uma grande oportunidade para candidatos melhorarem seu desempenho", escreveu a corretora XP Investimentos em nota, referindo-se ao primeiro debate entre os candidatos à Presidência nesta noite.
O mercado tem se mostrado bastante sensível à corrida eleitoral, com candidatos que considera mais voltados a reformas e ajustes fiscais sem ganhar tração na preferência do eleitorado, com destaque para Geraldo Alckmin (PSDB).
Em duas pesquisas realizadas apenas no Estado de São Paulo, o tucano e ex-governador paulista aparece em empate técnico com o candidato do PSL, Jair Bolsonaro.
O mercado também não gostou da notícia de que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram na véspera aumento de 16,38 por cento em seus salários a partir de 2019, encaminhando a proposta ao Ministério do Planejamento, o que deverá gerar efeito cascata em todo o Judiciário.
Caso aprovado, os reajustes podem aumentar em pouco menos de 1 bilhão de reais as despesas do governo no ano que vem, cuja meta de déficit primário é de 139 bilhões de reais.
"Aparentemente, os poderes não intuíram a gravidade da situação fiscal brasileira", afirmou o economista-chefe do Home Broker ModalMais, Alvaro Bandeira.
No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas e também sobre a maioria das divisas de países emergentes, como o peso chileno, diante da percepção de que a intensificação na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China afetaria mais as economias voltadas para a exportação.
O Banco Central brasileiro realiza nesta sessão leilão de até 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de setembro, no total de 5,255 bilhões de dólares.
Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.
Por Claudia Violante via Investing
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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

News do Dia: Bolsa B3 estuda mercado alternativo ao Bovespa Mais para empresas menores
SigaOLucroagosto 08, 2018 0 comentários

© Reuters.
Arena do Pavini - A B3 estima que o Brasil tem cerca de 2 mil empresas que poderiam negociar ações em bolsa e busca formas de atrair essas companhias. Para isso, estuda criar um mercado alternativo para empresas de menor porte abrirem seu capital, uma vez que o mercado de acesso, o Bovespa Mais, não tem conseguido atrair muitos interessados. A informação é de Juca Andrade, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, que participou hoje do 24º Congresso da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec).
Segundo ele, foi criado um grupo na bolsa para tentar desenvolver o mercado brasileiro de capitais como forma de financiamento para empresas menores. Ele lembra que hoje a B3 tem o Novo Mercado, um segmento destinado a empresas com valor acima de R$ 500 milhões, e a regulamentação de crowding funding (captação via internet) para empresas pequenas, de até R$ 5 milhões. “Entre R$ 5 milhões e R$ 500 milhões fica um vazio, por isso pensamos em criar um outro ambiente para empresas menores com algum diferencial regulatório”, explica. Corretoras ou bolsas teriam participação no controle dessas empresas menores e em sua regulação, que seria especial para atrair essas empresas de menor porte e menores condições financeiras de arcar com muitos custos de divulgação e controles.
Valor médio de IPO nos EUA é menor
Segundo ele, a bolsa já tem hoje o Bovespa Mais, mercado de acesso para empresas menores, que não tem se mostrado suficiente para atrair essas empresas. “Nos Estados Unidos, o valor médio de uma abertura de capital (IPO) é de US$ 400 milhões, enquanto aqui é de US$ 1,7 bilhão, então precisamos ver por que não conseguimos financiar esse segmento de mercado”, afirma Andrade. “Talvez seja um problema regulatório, e criar um mercado específico será uma alternativa”.
Aproximação dos private equities
Responsável por produtos e clientes, Andrade reestruturou a área, criando equipes de relacionamento. Assim, está procurando trabalhar em conjunto com outros participantes de mercado ligados à aberturas de capital, como bancos de investimentos, consultorias e fundos de participações, ou private equities.
Esses fundos costumam comprar participações relevantes em empresas médias fechadas e depois investem para fazê-las crescer e montar estruturas de governança para se preparar para abrir capital. Depois, vendem suas participações em bolsa e recuperam o dinheiro investido com lucro. “No ano passado, 70% das ofertas de ações na bolsa tinham fundos de private equity como acionistas”, diz Andrade.
Para ele, a redução da participação do BNDES no financiamento dos projetos tende a aumentar a importância do mercado de capitais no crescimento das companhias. “E há também a queda dos juros na economia, que incentiva os mercados de dívida e de ações”, observa.
Processos mais simples
Andrade diz que está em discussões com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) para reduzir as dificuldades para as empresas usarem o mercado de capitais para se financiar. Há também discussões para reduzir o chamado custo de observância, que é o gasto das empresas, corretoras, bancos e investidores para montar e manter estruturas exigidas pelos reguladores para controlar e fornecer dados de suas operações.
Estão em discussão também formas de facilitar as emissões por um critério de meritocracia das empresas, além de simplificação de demonstrações financeiras como o Informe Trimestral (ITR) ou o fim da exigência de publicação dos balanços em jornais. “Hoje, com a grande quantidade de veículos digitais, é preciso ver qual a necessidade de publicar ainda os balanços”, diz.
Ofertas no exterior
Outra preocupação da bolsa é com as empresas de tecnologia e alto crescimento que têm preferido fazer ofertas no exterior, caso da PagSeguro (NYSE:PAGS), que abriu o capital nos Estados Unidos. A explicação da empresa foi que os investidores em empresas de tecnologia estão mais presentes no mercado americano. Andrade, porém, diz ter dúvidas sobre esse argumento. “O investidor de lá também está aqui”, diz. Outro desafio para atrair essas empresas é a base de analistas local, que precisa estar preparada para avaliar empresas recém-formadas e de alto crescimento. “Esse tipo de oferta precisa de um analista mais preparado para calcular o valor dessas empresas iniciantes”, diz.
Mercado secundário de títulos privados
O mercado secundários de títulos privados é outro desafio da bolsa, diz Andrade, que acredita que a baixa liquidez se deve em boa parte a questões tributárias. “O estrangeiro é isento ao comprar um título do governo, mas paga imposto se comprar papel privado, e isso cria poças de liquidez”, diz. O tratamento fiscal igualitário ajudaria os dois mercados, acredita Andrade. A bolsa estuda também criar derivativos de crédito privado.
Formador de mercado autônomo
Já para aumentar a liquidez do mercado secundário de ações, a B3 está ampliando a atuação dos formadores de mercado, empresas que têm a função de negociar determinado papel. A bolsa está criando formadores autônomos, contratados pela própria B3 para aumentar a liquidez de alguns papéis. “Estamos criando a possibilidade de a B3 trazer o formador autônomo por conta própria, para reforçar o trabalho dos formadores hoje contratadas pelas empresas”, diz. Andrade. Ajuda nesse trabalho também o sistema de empréstimos de ações da bolsa, que passará a contar com uma tela com as ofertas e custos do aluguel de ações. O aluguel poderá ser usado pelos formadores no dia a dia, eliminando a necessidade de eles comprarem ações para negociar.
Pessoas físicas, como ampliar
Andrade considera que o número de pessoas físicas cadastradas na bolsa, em torno de 600 mil CPFs, considerado baixo diante do número de investidores do país, é um aspecto positivo pois mostra que há apetite por risco. “Temos procurado atrair esse investidor, e para isso criamos uma área de pessoa física, que busca conhecer os investidores e suas necessidades por meio de contato com os intermediários”, explica. Segundo Andrade, a bolsa quer conhecer como as pessoas físicas usam os canais da B3. Um exemplo é o Tesouro Direto, sistema de negociação de papéis federais. “Mas sabemos que é a queda dos juros que atrai a pessoa física, e por isso temos de estar prontos para essa demanda”, diz. “O investidor individual é parte relevante do mercado de capitais e temos de desenvolver esse segmento”, afirma.
Carta do Mercado de Capitais aos candidatos
O mercado de capitais já está apresentando forte crescimento este ano, em parte pela redução da atuação do BNDES no financiamento às empresas, diz José Carlos Doherty, superintendente-geral da Anbima. Segundo ele, as captações domésticas aumentaram 50% este ano, para R$ 105 bilhões, sendo que as debêntures responderam por R$ 60 bilhões. Destas, R$ 9,6 bilhões eram debêntures incentivadas, isentas de imposto para pessoas físicas.
Aproveitando esse crescimento, a Ambina e a B3 vão preparar uma carta do mercado de capitais com sugestões que serão levadas aos candidatos a presidente, afirma Doherty. A ideia é mostrar o quanto o crescimento do mercado de capitais traria de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ao aumentar os financiamentos das empresas. “É uma agenda de modernização do mercado de capitais que queremos levar aos candidatos com quatro pilares”, diz. O primeiro pilar é o estímulo ao financiamento de longo prazo, com propostas para aprimorar os modelos de concessões e a participação do investidor estrangeiro.
Segurança jurídica
O segundo pilar é aumentar a segurança jurídica, ao fortalecer a estabilidade das agências reguladoras, estreitando também parcerias com o BNDES, cuja participação é fundamental para atrair investidores. É preciso também fazer mudanças na lei 12.431 e nos fundos de infraestrutura, que dá isenção de imposto sobre os rendimentos das debêntures para pessoas físicas, benefício que deveria ser estendido para institucionais. Há também um esforço de melhorar as normas das ofertas públicas, seja a 400, completa, quanto a 476, com esforços restritos. Entre as sugestões da Anbima está acabar com o boletim de subscrição para algumas operações, que passaria a ser automatizado pela B3.
O terceiro pilar seria criar iniciativas para desenvolver o mercado secundário de títulos. “É preciso para isso padronizar as debêntures e reavaliar o papel do market maker, que precisa ser ampliado”, diz Doherty. Já com relação à instrução 476, que permite ofertas para grandes investidores apenas, a Anbima diz que é preciso aperfeiçoá-la pois ela as vezes é mal utilizada pelo mercado.
O quarto pilar é aprimorar a base de dados do mercado de capitais. “Esperamos concentrar tudo em uma só plataforma e, quanto mais informações tivermos para o mercado, mais ele vai estar preparado para crescer e estimular o mercado secundário”.
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

News do Dia: Bitcoin não consegue manter força e cai abaixo de US$ 7.000
SigaOLucroagosto 06, 2018 0 comentários

© Reuters.
bitcoin e outras criptomoedas estavam em baixa nesta segunda-feira, já que notícias de que a empresa controladora da Bolsa de Valores de Nova York estaria criando uma empresa de ativos digitais não conseguiram levantar os ânimos dos investidores.
O bitcoin recuava 0,88%, caindo para a mínima de quase três semanas de US$ 6.969,70 na bolsa Bitfinex às 09h28.
Criptomoedas estavam em baixa de forma geral. A capitalização total de mercado das criptomoedas estava em US$ 253 bilhões no momento de redação desta matéria, o que se compara a US$ 262 bilhões na sexta-feira.
ethereum, segunda maior criptomoeda em termos de capitalização de mercado, recuava 0,10% para US$ 406,39 na corretora Bitfinex. O ripple, terceira maior criptomoeda, caía 1,23% e era negociado a US$ 0,42631 enquanto o litecoin era negociado a US$ 74,017, queda de 0,14%.
A Intercontinental Exchange, empresa controladora da NYSE, juntamente com Starbucks (NASDAQ:SBUX), Microsoft (NASDAQ:MSFT) e a BCG, estão criando uma nova empresa chamada Bakkt, que oferecerá uma "plataforma global e ecossistema para ativos digitais".
Enquanto alguns especulam que a plataforma permitirá que os clientes usem o Bitcoin e outras criptomoedas em lugares como a Starbucks, a empresa de bebidas negou que aceitaria o Bitcoin. Em vez disso, ela afirmou que faz parte de uma plataforma "converter ativos digitais como bitcoin em dólares americanos, que podem ser usados na Starbucks".
Em outras notícias, os bancos na Tailândia podem agora participar do mercado de criptomoedas, desde que cumpram um conjunto de regras. O Banco da Tailândia anulou uma regra anterior em fevereiro que proibia os bancos de participarem de atividades de moedas digitais. Agora, as instituições financeiras podem investir em moedas virtuais, mas não têm permissão para emitir cartões de crédito digitais, precisam obter permissão de seus reguladores e os bancos comerciais não podem emitir tokens, comprá-los ou vendê-los. Os bancos podem emitir e investir em moedas para melhorar o atendimento ao cliente, mas somente se aceitos no ambiente de testes regulamentar do Banco da Tailândia.
Fonte: Investing
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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

News do Dia: Dólar tem leve baixa ante real à espera de dados do mercado de trabalho dos EUA
SigaOLucroagosto 03, 2018 0 comentários

© Reuters.
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar iniciou a sexta-feira com leve baixa ante o real, à espera da divulgação dos dados do mercado de trabalho norte-americano, que podem consolidar a perspectiva de mais dois aumentos de juros no país neste ano.
A cena política seguia como pano de fundo, com a proximidade do fim do prazo para as convenções partidárias que definirão os candidatos para a corrida presidencial.
Às 9:05, o dólar recuava 0,25 por cento, a 3,7473 reais na venda, depois de recuar 0,06 por cento na véspera, a 3,7566 reais. O dólar futuro tinha leve baixa de 0,03 por cento.
O Banco Central realiza nesta sessão leilão de swap cambial tradicional, equivalentes à venda futura de dólares, com oferta de até 4,8 mil contratos para rolagem do vencimento de setembro.
Se mantiver essa oferta e vendê-la até o final do mês, terá rolado o equivalente a 5,255 bilhões de dólares.
Por Claudia Violante via Investing
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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

News do Dia: Apple atinge US$1 trilhão em valor de mercado
SigaOLucroagosto 02, 2018 0 comentários

© Reuters
SÃO FRANCISCO (Reuters) - A Apple (NASDAQ:AAPL) se tornou nesta quinta-feira a primeira empresa listada dos Estados Unidos a alcançar valor de mercado de 1 trilhão de dólares.
As ações da criadora do iPhone subiam 2,5 por cento, a 206,60 dólares, às 13h00 (horário de Brasília) acumulando valorização de cerca de 9 por cento desde a terça-feira, quando divulgou resultado do trimestre encerrado em junho e anunciou um programa de recompra de ações de 20 bilhões de dólares.
Iniciada na garagem do co-fundador Steve Jobs em 1976, a Apple hoje tem uma receita superior ao PIB de Portugal, Nova Zelândia entre outros países. Ao longo do caminho, mudou a forma como os consumidores se conectam uns com os outros e como as empresas conduzem o comércio diário.
O valor do mercado da Apple é maior do que a capitalização combinada da Exxon Mobil (NYSE:XOM), Procter & Gamble e AT&T. Atualmente, representa 4 por cento do S&P 500.
Um dos três fundadores, Jobs foi expulso da Apple em meados da década de 1980, apenas para retornar uma década depois e resgatar a empresa de computadores da falência.
Ele lançou o iPhone em 2007, revolucionando a indústria de celulares, pegando de surpresa empresas como Microsoft (NASDAQ:MSFT), Intel (NASDAQ:INTC), Samsung e Nokia. Isso colocou a Apple no caminho para ultrapassar a Exxon Mobil em 2011 como a maior empresa norte-americana em valor de mercado.
As ações da empresa subiram mais de 50 mil por cento desde sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 1980, superando o aumento de aproximadamente 2 mil por cento do S&P 500 no período.
A Apple evoluiu da venda de computadores pessoais Mac para ser arquiteta da revolução móvel com seguidores fiéis à marca.
Jobs, que morreu em 2011, foi sucedido como presidente-executivo por Tim Cook, que dobrou os lucros da empresa, mas lutou para desenvolver um novo produto para replicar o sucesso do iPhone, que viu suas vendas diminuírem nos últimos anos.
Em 2006, um ano antes do lançamento do iPhone, a Apple gerou menos de 20 bilhões de dólares em vendas e lucro de 2 bilhões de dólares. No ano passado, suas vendas cresceram mais de 11 vezes, para 229 bilhões de dólares - a quarta maior do S&P 500 - e a receita líquida cresceu duas vezes mais, para 48,4 bilhões de dólares, tornando-a a empresa norte-americana mais lucrativa.
Uma das cinco empresas dos EUA desde a década de 1980 a se tornar a maior empresa de Wall Street em valor de mercado, a Apple pode perder a liderança para empresas como Alphabet (NASDAQ:GOOGL) ou Amazon (NASDAQ:AMZN) se não encontrar um grande novo produto ou serviço, pois a demanda por smartphones perde ritmo. (Por Noel Randewich)
Fonte: Investing
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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

News do Dia: Presidente do STF diz ser "absolutamente inaceitável" descumprir ordens da Justiça
SigaOLucroagosto 01, 2018 0 comentários

© Reuters
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou na manhã desta quarta-feira, em pronunciamento da volta dos trabalhos da corte, ser "absolutamente inaceitável" um eventual descumprimento de ordens da Justiça.
“Gostaria de afirmar que, neste tempo de grandes preocupações para nós, brasileiros, de grandes dificuldades, mas também de possibilidades, eu desejo que nós todos, como cidadãos, como juízes, sejamos cada vez mais como temos sido e nos encaminhado, responsáveis nas nossas competências com o Brasil, prudentes nas nossas decisões e, principalmente, comprometidos entre nós com um país no qual o Estado de Direito prevaleça, uma vez que é absolutamente inaceitável qualquer forma de descumprimento ou de desavença com o que a Justiça venha a determinar”, disse.
Durante o recesso, o STF foi alvo de protestos. Primeiro, jogaram uma tinta vermelha em uma de suas entradas.
Além disso, um grupo protocolou no Supremo um manifesto informando que iria iniciar uma greve de forme em defesa da libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva --preso desde abril cumprindo condenação e que lidera as pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto-- e afirmando que o fim do protesto depende da decisão dos ministros do STF.
Há uma pressão de petistas para que haja uma decisão judicial que permita ao ex-presidente participar da disputa presidencial, mesmo provavelmente sendo enquadrado como ficha suja em razão da condenação em segunda instância no processo do tríplex do Guarujá.
Cármen passa o comando do Supremo em setembro para o ministro Dias Toffoli. Ela deve seguir para a 2ª Turma, colegiado responsável por julgar pedidos referentes à operação Lava Jato no STF.
Por Ricardo Brito via Investing
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