quarta-feira, 16 de outubro de 2019

News do Dia: Cessão onerosa: como funcionará o leilão de R$106 bi
SigaOLucrooutubro 16, 2019 0 comentários

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Senado Federal aprovou na terça-feira à noite o texto principal de um projeto de lei que define a distribuição de receitas de um leilão de áreas de petróleo e gás de grande popularidade, um marco importante para a prolífica região marítima conhecida como cessão onerosa.
As áreas em oferta no leilão de 6 de novembro juntas somam um bônus de assinatura total fixo de cerca de 106,5 bilhões de reais, que deverão ser pagos pelos vencedores do certame, tornando-se a maior rodada de licitações de petróleo da história, segundo as autoridades brasileiras.
Os blocos são únicos, uma vez que a Petrobras (SA:PETR4) já realizou importantes trabalhos de exploração, e o setor sabe que a área tem bilhões de barris de petróleo não explorados, reduzindo o chamado risco exploratório.
A reguladora de petróleo ANP estima que existam entre 6 bilhões e 15 bilhões de barris de óleo equivalente excedente na área da cessão onerosa, além dos 5 bilhões de barris originais concedidos à Petrobras.
Mas o leilão dos excedentes da cessão onerosa também é extraordinariamente complexo, apresentando desafios únicos para qualquer licitante em potencial.
QUAL É A ÁREA DA CESSÃO ONEROSA?
A cessão onerosa é uma zona de aproximadamente 2.800 quilômetros quadrados ao largo da costa sudeste do Brasil, onde bilhões de barris de petróleo estão armazenados sob uma espessa camada de sal no fundo do oceano, segundo pesquisas.
Está inserida em uma região maior de produção de petróleo, conhecida como pré-sal, que emergiu como um dos locais para produção de petróleo convencional mais promissores do mundo.
A cessão onerosa foi assinada como parte de um processo de capitalização da Petrobras em 2010, quando a empresa levantou cerca de 120,2 bilhões de reais, na maior oferta de ações já registrada no mundo à época. Na ocasião, o governo comprou grande quantidade de ações da companhia.
Como parte do processo, a Petrobras utilizou 74,8 bilhões de reais para pagar ao governo pelo direito de produzir 5 bilhões de barris de óleo equivalente na cessão onerosa.
O acordo foi complicado por uma definição que permitia à Petrobras e ao governo rever alguns termos do contrato quando os campos fossem declarados comercialmente viáveis, levando em consideração mudanças nos preços do petróleo, custos de produção e outras variáveis.
A Petrobras declarou a comercialidade das áreas entre 2013 e 2014 e discutiu novos termos do contrato com o governo desde então.
O governo brasileiro, sem dinheiro, não foi capaz de oferecer esse petróleo adicional em leilão anteriormente porque não havia chegado a um acordo com a Petrobras para a revisão do contrato.
Mas essas negociações, que há muito pareciam paralisadas, se aceleraram depois que o presidente Jair Bolsonaro assumiu o cargo em janeiro, reunindo uma nova equipe econômica e um novo presidente da Petrobras.
Em abril, o governo concordou em pagar à Petrobras 9,058 bilhões de dólares para resolver a disputa e agendou a rodada de licitações dos excedentes da cessão onerosa para outubro.
O leilão foi posteriormente remarcado para 6 novembro.
COMO FUNCIONARÁ O LEILÃO?
A licitação ofertará quatro áreas: Búzios, Sépia, Atapu e Itapu. Os eventuais vencedores desses quatro contratos deverão pagar bônus de assinatura ao governo de 68,2 bilhões de reais, 22,9 bilhões de reais, 13,7 bilhões de reais e 1,77 bilhão de reais, respectivamente.
Enquanto os bônus de assinatura são fixos, os campos serão concedidos às empresas ou consórcios que oferecerem o maior lucro em óleo --o percentual de petróleo das respectivas zonas que irão para a Pré-Sal Petróleo (PPSA), estatal responsável por representar o governo nos contratos de Partilha de produção.
As ofertas mínimas para lucro de petróleo foram fixadas em 23,24% para Búzios, 27,88% para Sépia, 26,23% para Atapu e 18,15% para Itapu.
A Petrobras já exerceu direitos de preferência para operar em Búzios e Itapu, e por isso terá uma participação de pelo menos 30% nessas áreas.
Mas a empresa também pode acabar sendo a operadora em Atapu e Sépia. A Petrobras mantém os direitos de operar em toda a área da cessão onerosa, segundo o acordo de 2010, que concedeu 5 bilhões de barris de óleo equivalente à estatal.
Até o momento, Búzios é a única parte da cessão onerosa na qual a Petrobras está produzindo petróleo.
Como resultado do leilão, as empresas ou consórcios que arrematarem os ativos precisarão chegar ao chamado acordo de coparticipação com a Petrobras em negociações separadas que irão definir os percentuais de cada um e os planos exploratórios, dentre outras questões. O prazo para a Petrobras e as partes vencedoras fecharem esses acordos é 2021.
As empresas e os consórcios vencedores também deverão compensar a Petrobras pelo trabalho exploratório e de infraestrutura já realizado nos ativos. Embora não exista uma estimativa de consenso sobre quanto isso pode resultar, acredita-se que envolva vários bilhões de dólares.
QUEM ESTÁ INTERESSADO?
Espera-se que o leilão de novembro atraia uma série de grandes empresas globais de petróleo, que vêm discutindo a oportunidade com autoridades nos últimos meses.
Quatorze empresas foram habilitadas para participar: BP, Chevron, CNODC, CNOOC, Ecopetrol, Equinor, Exxon, Galp, Petrobras, Petronas, Qatar Petroleum, Shell, Total e Wintershall Dea.
No entanto, a Total disse na semana passada que estava saindo do processo. A Galp e a BP disseram publicamente que acreditam que os ativos são caros.
Ecopetrol, Qatar Petroleum e Wintershall foram aprovados para participar, mas apenas como membros não operacionais de consórcios.
Os ativos, em contrapartida, são vistos como um prêmio, uma vez que está garantida a existência de grandes quantidades de petróleo. Uma pressão no México sob o presidente de esquerda Andrés López Obrador para aumentar o controle estatal sobre a indústria também fez do Brasil o ambiente de petróleo convencional mais procurado da América Latina.
Uma das partes interessadas é também a própria Petrobras. Enquanto a empresa está cortando agressivamente as dívidas, o presidente Roberto Castello Branco disse que o pagamento de 9 bilhões de dólares do governo seria usado para participar do leilão.
Por Gram Slattery e Marta Nogueira
Fonte: Investing
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terça-feira, 15 de outubro de 2019

News do Dia: Google anuncia lançamento de smartphone com sensores de radar
SigaOLucrooutubro 15, 2019 0 comentários

NOVA YORK/SÃO FRANCISCO/BERLIM (Reuters) - O Google (NASDAQ:GOOGL) revelou nesta terça-feira novos smartphones Pixel com câmeras de alta qualidade, sensor de radar e um assistente virtual mais rápido, mas não trouxe o suficiente para diferenciar o smartphone de dispositivos rivais e amenizar preocupações sobre o preço.
Os smartphones Pixel 4, com opção de dois tamanhos, foram apresentados num evento em Nova York, no qual o Google também anunciou seu primeiro laptop com preços moderados, os primeiros fones de ouvido sem fio e atualizações para o seu roteador wifi e seu assistente inteligente.
O Google começou a desenvolver hardwares há cerca de quatro anos, apostando que poderia introduzir inteligência artificial em dispositivos mais rápido e melhor do que os rivais e que os consumidores clamavam por esses recursos. A estratégia gerou resultados mistos.
Seus dispositivos de preço mais baixo têm sido os mais vendidos, mas estão longe de serem os principais impulsionadores de lucro. Dispositivos com preços mais altos, como os telefones Pixel, ganharam pouca força em relação aos líderes do setor, como a Samsung e a Apple (NASDAQ:AAPL) devido ao marketing limitado.
O Pixel de quarta geração será vendido a partir de 799 dólares, na versão com a tela de 5,7 polegadas, e 899 dólares com a tela de 6,3 polegadas, e pela primeira vez todas as quatro principais operadoras de telefonia móvel dos EUA oferecerão os smartphones a partir de 24 de outubro.
Um novo recurso baseado na tecnologia de radar pular músicas ou emitir outros comandos movendo as mãos sobre a tela.
Os telefones incluem uma lente telefoto e um software aprimorado para tirar fotos do céu noturno. O Google Assistant foi integrado ao dispositivo para reduzir o tempo de resposta.
Sherry Lin, gerente de produtos Pixel, disse que o Google testou a adição da tecnologia de rede 5G, mas descobriu que "simplesmente não funcionava muito bem se árvores e edifícios atrapalhassem".
Por Kenneth Li e Paresh Dave e Douglas Busvine
Fonte: Investing
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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

News do dia: Empresas brasileiras levantam maior volume de recursos no mercado de ações desde 2010
SigaOLucrooutubro 11, 2019 0 comentários

SÃO PAULO (Reuters) - Empresas brasileiras levantaram este ano o maior volume de recursos da década, com o impulso de taxas de juros historicamente baixas, progresso em reformas macroeconômicas e sinais de recuperação da economia, enquanto o valor de fusões e aquisições caiu.
Empresas desde a Petrobras (SA:PETR4) até a locadora de veículos Localiza (SA:RENT3) levantaram 17,1 bilhões de dólares em 34 transações nos primeiros nove meses de 2019, quase o triplo do volume no mesmo período do ano passado. O total movimentado nos primeiros nove meses do ano é maior que os totais anuais de todos os anos desde 2010.
Excluindo a mega oferta de ações da Petrobras naquele ano, o volume captado é o maior desde 2007.
O volume de transações de fusões e aquisições caiu 20%, para 31 bilhões de dólares, em parte devido à competição com mercados de capitais líquidos, que deram alternativas às empresas e seus acionistas em casos de vendas de ativos. A fraca recuperação econômica também afetou os negócios.
Mas o crescimento das captações com venda de ações poderá ter um efeito positivo sobre futuras aquisições.
"Quando as empresas conseguem captar recursos baratos com dívida ou emitem ações, é natural um posterior aumento das fusões e aquisições como consequência de empresas capitalizadas", disse o presidente do Morgan Stanley (NYSE:MS) no Brasil, Alessandro Zema.
Executivos de bancos de investimentos esperam que o ano termine com cerca de 50 ofertas, e que cresça o interesse pelas aberturas de capital conhecidas como IPOs. Neste ano, só quatro empresas fizeram IPOs: a controladora da varejista Centauro, Grupo SBF, a empresa de energia elétrica Neoenergia, a empresa de educação Afya e a joalheria Vivara (SA:VIVA3).
"O ano de 2019 será o de ofertas subsequentes de ações, mas já estou vendo empresas superando a inércia dos IPOs e planejando listagens", disse Fabio Nazari, chefe de renda variável do Banco BTG Pactual (SA:BPAC11), que assessorou 21 operações este ano.
Mesmo setores que não tiveram ofertas nos últimos anos, como construtoras e bancos, estão de volta à fila de IPOs, disse Hans Lin, chefe de banco de investimento do Bank of America no Brasil.
Em fusões e aquisições, a maior parte do volume foi relacionado a negócios de infraestrutura e petróleo e gás, principalmente pelo programa de desinvestimento da Petrobras. O leilão de áreas da cessão onerosa deve ajudar a impulsionar investimentos no setor, segundo Eduardo Miras, que chefia a área de banco de investimento do Citigroup.
Os dois maiores negócios do ano, tanto em ações quanto em fusões e aquisições, foram feitos pela Petrobras: a empresa arrecadou 2,5 bilhões de dólares com a privatização via oferta de ações da Petrobras Distribuidora (SA:BRDT3) e 8,7 bilhões de dólares vendendo a empresa de gasodutos TAG para a francesa Engie (SA:EGIE3).
"As privatizações e vendas de ativos por parte do governo brasileiro devem continuar representando grande parte dos negócios, tanto em fusões e aquisições quanto em ofertas de ações", disse Roderick Greenlees, chefe global da área de banco de investimento do Itaú BBA. O ministro da Economia, Paulo Guedes, vem tocando uma agenda de privatizações ambiciosa e já superou a meta de vendas neste ano, com vendas de 96 bilhões de reais (23,5 bilhões de dólares).
Com a taxa Selic na mínima histórica de 5,5% ao ano, investidores locais estão migrando da renda fixa para investimentos mais arriscados. A entrada líquida de recursos para fundos multimercado e de ações neste ano chegou a 21,8 bilhões de dólares em agosto, e já superou o total do ano passado.
Banqueiros como Ricardo Lacerda, sócio do banco de investimentos BR Parners, também esperam uma aceleração dos negócios envolvendo empresas de tecnologia até o ano que vem, com o investidor japonês Softbank Group Corp alocando capital de seu fundo de venture capital para a América Latina de 5 bilhões de dólares. "Acredito que algumas empresas capitalizadas podem comprar companhias da economia real", diz Lacerda.
Por Tatiana Bautzer e Carolina Mandl
Fonte: Investing
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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

News do Dia: EUA avaliam pacto cambial com a China como parte de acordo comercial parcial, diz Bloomberg
SigaOLucrooutubro 10, 2019 0 comentários

© Reuters. (Blank Headline Received)
(Reuters) - Os Estados Unidos estão avaliando um pacto cambial com a China como parte de um acordo parcial para que o aumento planejado de tarifa na próxima semana seja suspenso, informou a Bloomberg na quarta-feira, citando pessoas familiarizadas com as negociações.
A Casa Branca está buscando lançar um pacto cambial acordado anteriormente com a China como parte do que considera como primeira fase de acordo com Pequim. A reportagem acrescentou que ele será seguido por mais discussões sobre questões como transferências forçadas de tecnologia e propriedade intelectual.
(Reportagem de Kanishka Singh em Bengalore) 
Fonte: Investing
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terça-feira, 8 de outubro de 2019

News do Dia: Wall Street recua com aumento das preocupações sobre o comércio
SigaOLucrooutubro 08, 2019 0 comentários

Por Shreyashi Sanyal
(Reuters) - Os principais índices acionários de Wall Street recuavam mais de 1% nesta terça-feira, com o sentimento azedando antes das negociações comerciais de alto nível entre Estados Unidos e China depois de uma notícia de que o governo norte-americano está avançando com os esforços para limitar os fluxos de capital para a China e a inclusão de mais empresas chinesas em uma lista de sanções.
Às 11:38 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 1,11%, a 26.184 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 1,162723%, a 2.905 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuava 1,21%, a 7.860 pontos.
Os declínios eram generalizados, com todos os principais setores do S&P 500 sendo negociados em baixa e 28 dos 30 componentes do Dow Jones em território negativo.
Somando-se ao pessimismo, uma notícia do South China Morning Post afirmou que a China reduziu as expectativas antes das negociações marcadas para começar na quinta-feira, e que a delegação chinesa pode deixar Washington um dia antes do planejado.
O governo dos Estados Unidos ampliou a lista de sanções comerciais para incluir algumas das maiores startups de inteligência artificial da China, punindo o governo chinês por seu tratamento a minorias muçulmanas.
Isso pressionava os fornecedores norte-americanos, com a Intel (NASDAQ:INTC) e a Nvidia caindo cerca de 1%. A Ambarella recuava 12%.
Fonte: Investing
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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

News do Dia: Ações da Oi avançam com novas especulações sobre fatiamento da empresa
SigaOLucrooutubro 07, 2019 0 comentários

Por Paula Laier
SÃO PAULO (Reuters) - As ações da Oi (SA:OIBR3) mostravam forte valorização nesta segunda-feira, tendo de pano de fundo notícia sobre negociações entre grandes grupos do setor para comprar ativos da operadora de telefonia brasileira, que está em recuperação judicial.
De acordo espanhol Expansión, citando fontes, a Telefónica está negociando um acordo com a América Móvil e a Telecom Italia para realizar conjuntamente a compra de ativos de Oi (SA:OIBR4), com plano contemplando a divisão dos ativos.
Por volta das 10:40, as preferenciais da Oi subiam 4,23% e as ordinárias avançavam 3,16%. O Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, mas que não tem os papéis da companhia em sua composição, caía 0,39%.
Analistas do Bradesco BBI destacaram que, após os resultados do segundo trimestre, o plano estratégico da Oi tornou-se cada vez mais dependente da venda de ativos, conforme nota a clientes.
"Embora a venda de sua participação na Unitel ainda seja a transação mais próxima a acontecer, com a Oi comprometida em concluir a venda no quarto trimestre, as negociações sobre a venda de seus negócios móveis aqueceram desde a aprovação da reforma das telecomunicações no Brasil."
"Acreditamos que a transição de um mercado móvel de quatro para três empresas no Brasil beneficiaria todas as operadoras, pois permitiria uma concorrência de preços mais racional e melhor distribuição do espectro, além das sinergias absorvidas por quem adquirir a Oi", escreveram Fred Mende e Guilherme Haguiara.
Fonte: Investing
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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Ação da Oi virou penny stock? O que isso significa para o seu portfólio?
SigaOLucrooutubro 03, 2019 0 comentários

© Reuters.
Oi pode ser obrigada a fazer desdobramento; o que isso muda para o investidor?
As ações ordinárias da Oi são negociadas abaixo de R$ 1,00 pela terceira sessão consecutiva nesta sexta-feira. O papel passou a casa dos centavos nesta semana com a sequência das notícias negativas.
O pregão de hoje leva a ação da tele a retornar ao nível de preço do fechamento de quarta-feira (R$ 0,98). Ontem, influenciadas pelas notícias de dificuldade de caixa da companhia e às poucas alternativas que restam para a venda de ativos para superar a recuperação judicial, papel fechou em baixa de 4,08% a R$ 0,94.
Esta semana foi a segunda vez que o papel ordinário da Oi ficou abaixo de R$ 1,00 em 2019. Em agosto, após especulações de que a Anatel poderia intervir na tele por causa de risco de caixa insuficiente para manter operações a partir de 2020, a ação ordinária despencou para R$ 0,73 no dia 20 de agosto, ficando abaixo de R$ 1,00 até dia 29 do mesmo mês.
Neste nível de preço, as ações podem ser classificadas como “penny stocks”, expressão em inglês com origem nos EUA que teria um significado semelhante "tostões" em português. Mas a OIBR3 se enquadra como penny stock?

O que são as penny stocks?

As penny stocks se referem, em linhas gerais, a ações das empresas que são negociadas a valores muito baixos, na casa dos centavos nas unidades monetárias do dinheiro oficial de cada país na bolsa de valores.
Normalmente, isso significa que esses papéis representem empresas que já podem ter falido ou que possui pouco ou nenhum valor de capitalização, provavelmente por estar em momentos de dificuldades financeiras enfrentando uma recuperação judicial com risco de fecharem as portas.

Definição de penny stocks em cada país

Mas há conceituação técnica relacionado aos valores dos papéis de uma empresa para definir quais se enquadram como "penny stocks". Apesar de ter se originado nos EUA, as ações "penny stocks" em Wall Street não são aquelas que são cotadas abaixo de US$ 1,00, mas abaixo de US$ 5,00. Já no Reino Unido, o termo continua fidedigno à sua origem, denominando os papéis cotadas a centavos de libra esterlina.

Características de uma penny stock

Devido ao baixo valor, as penny stocks são papéis suscetíveis à alta volatilidade, além de ser de risco elevado, o que possibilita oportunidade de grandes ganhos e de grandes perdas aos investidores que apostarem nelas. Ou seja, a oscilação de 1 centavo de uma penny stock corresponde a uma variação acima de 1%. Por exemplo, uma ação cujo preço é R$ 20,00 na B3 tem uma variação de 0,05% caso oscile R$ 0,01. Agora se um papel é negociado a R$ 0,10, uma oscilação de R$ 0,01 corresponde a uma variação de 10%.
Caso o papel despenque, há risco também de o investidor não encontrar comprador por causa de sua baixa liquidez, outra característica de uma penny stock. Além disso, normalmente há poucas informações disponíveis dessas empresas, outro fator que aumenta o risco de se expor nesse tipo de ação. Geralmente, os investidores que alocam seus recursos nestas ações têm perfil agressivo.

Regras da B3 sobre penny stocks

No Brasil, a B3 tem uma restrição a negociação de ações na casas dos centavos. A regra da bolsa é que as empresas não podem ter preço de fechamento de suas ações abaixo de R$ 1,00 por 30 pregões consecutivos. A regra, de 2015, estabeleceu prazos para que as empresas com ações classificadas como penny stocks revertam a situação.
Caso isso aconteça, a empresa vai receber uma notificação da B3 e informar imediatamente ao mercado sobre ela por meio de fato relevante. Após ser notificada, a companhia tem 15 dias para apresentar um plano de ação e informar ao mercado as medidas que serão tomadas para modificar a situação e o prazo de cumprimento. Se o plano não for apresentado, a empresa fica sujeita à aplicação de multa pela B3.
O plano de ação tem que ter como objetivo que negociação da ação na B3 seja a um preço igual ou maior de R$ 1,00 durante seis meses, ou até a data da primeira Assembleia Geral após a data do envio da notificação caso seja primeiro a ocorrer. Se a empresa não conseguir retornar a esses preços, a B3 suspende a negociação do papel, com possibilidade de exclusão do registro.

O que a empresa pode fazer para reverter a situação?

A empresa pode apresentar no plano de ação um programa de recompra de ação ou buscar um comprador, lembrando que as ações penny stocks normalmente envolvem empresas com problemas operacionais. A alternativa mais comum sem envolver a troca de controle, contudo, é o grupamento de ações.

O que é o grupamento de ações?

Um grupamento de ações é quando uma empresa decide diminuir o número de ações disponíveis no mercado sem reduzir seu capital. Ou seja, a redução de papéis da empresa disponíveis na bolsa representa um aumento do valor de face da ação.

O que muda para o investidor detentor de ação que sofre grupamento?

Se uma companhia com uma ação cotada a R$ 1,00 realiza um grupamento de 10 para 1, significa que o detentor de 1000 ações pode passar a ter 100 ações, sem alterar o valor investido, que neste caso seria de R$ 1.000. A mudança seria na composição: em vez de 1000 ações cotadas a R$ 1,00 cada uma, o investidor teria 100 ações de R$ 10,00 cada.
Caso o investidor tenha um número que não seja múltiplo da proporção do grupamento, a Assembleia da companhia definirá o que fazer com as frações de ações. Existem dois caminhos naturais, a empresa pode optar doar ações do controlador para completar as frações ou juntar as frações em lotes, leiloar na bolsa e repassar o dinheiro proporcional aos acionistas.
No exemplo acima, se o acionista possuir 1.005 ações, no grupamento 10:1 ele passa a ter 101 ações se houver doação ou 100 papéis o valor da venda dos 5 restantes.
Histórico da Oi
A tele entrou informou em junho de 2016, quando anunciou dívidas no total de US$ 19 bilhões, com o Banco do Brasil (SA:BBAS3), BNDES e Caixa Econômica entre os maiores credores nacionais. A Oi também tinha dívidas com Bank of New York Mellon (NYSE:BK) e o Citibank, gestores de títulos internacionais bilionários.
O alto endividamento levou, em setembro do mesmo ano, a apresentar um plano para recuperação, com a proposta de transformar parte da dívida em ações, até o limite de R$ 32,3 bilhões, com um prazo de 10 anos para pagamento dos credores.
Nesta fase, a companhia passou a vender ativos como imóveis, empresas subsidiárias, operações de telefonia móvel e empresas abertas fora do Brasil. Além dos bancos, a tele também contava com outros tipos de credores que, somados, chegavam a 55 mil.
Durante a recuperação, um outro problema enfrentado pela Oi foi questão regulatória, uma vez que, por lei, era obrigada a manter as redes de telefonia fixa obsoletas, além de trazer impedimento para venda de alguns ativos. Com a aprovação da mudança da legislação, a expectativa é que a companha tenha economia de cerca de R$ 880 milhões, além da liberação dos ativos para venda.
No começo do ano, a Oi deu sinais de que estaria se recuperando da crise, passando a ser recomendada por analistas de grandes instituições, como Itaú BBA, Bradesco BBI e BTG Pactual (SA:BPAC11). A notícia que motivou o otimismo do mercado foi a do aumento de capital de R$ 4 bilhões, na fase final da reestruturação da dívida.
No entanto, nem tudo saiu como o esperado pela empresa e pelos analistas. A demora para aprovação no marco regulatório do setor de telecomunicações, o que aconteceu somente em setembro e que ainda depende de regulamentação, e a necessidade de seguir com investimentos, para cumprir o plano de recuperação judicial prejudicam o desempenho da companhia, que acumula prejuízos bilionários.
Como alternativa, enquanto buscam levantar recursos por meio de novas emissões ou pela venda de sua participação na Unitel, operadora de telefonia angolana, conselheiros e acionistas também estão na procura de possíveis compradores. Um dos caminhos, de acordo com o que havia sido noticiado, seria a venda fatiada das operações da Oi.
Nas últimas semanas o noticiário negativo voltou a se intensificar com a queda acentuada do caixa da companhia. Surgiram informações de conversas de venda para a TIM (SA:TIMP3), Vivo, Claro AT&T, China Mobile e também para a Huawei. No entanto, foram desmentidas ou não confirmadas.
Além disso a Oi informou na noite de ontem que não está avaliando a possiblidade de venda fatiada, o que pode dificultar encontrar um comprador.

Fonte: Investing
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News do dia: Ação da Oi cai abaixo de R$ 0,90; tele espera levantar R$ 8 bi com venda de ativos
SigaOLucrooutubro 03, 2019 0 comentários

© Reuters.
Oi espera levantar R$ 8 bi com venda de ativos e emissão; ações voltam a recuar
As ações ordinárias da operadora de telefonia Oi continua caindo abaixo de R$ 1,00, que é considerada a fronteira para que o papel de uma empresa seja considerado uma "penny stock". Por volta das 11h50, as ações ordinárias (SA:OIBR3) da tele eram negociadas com queda de 3 centavos, ou 3,3%, a R$ 0,88. Já os papéis preferenciais Oi (SA:OIBR4) continuam acima de R$ 1,00, sendo negociados com baixa de 2,14% a R$ 1,37. As ações ordinárias da Oi têm o maior volume de negociação.

LEIA MAIS: Ação da Oi virou penny stock? O que isso significa para o seu portfólio?
A sessão desta quinta-feira é a sétima consecutiva que o papel ordinário da Oi opera abaixo de R$ 1,00. Caso fique neste patamar por 30 pregões consecutivos, a B3 vai enviar uma notificação à Oi para que ela tenha 15 dias para reverter a situação, informando ao mercado de seu plano de ação. Se o plano não for apresentado, a empresa fica sujeita à aplicação de multa pela B3.
O plano de ação tem que ter como objetivo que negociação da ação na B3 seja a um preço igual ou maior de R$ 1,00 durante seis meses. Se a empresa não conseguir retornar a esses preços, a B3 suspende a negociação do papel, com possibilidade de exclusão do registro.
Venda de ativos para aumentar o caixa
A entrevista do novo diretor de operações, Rodrigo Abreu, ao jornal Valor Econômico não reverteu o pessimismo de curto prazo da tele. Com dificuldades de caixa no curto prazo, a Oi (SA:OIBR4) Oi precisa levantar recurso para manter sua operação.
Para isso, a companhia estima arrecadar até R$ 2 bilhões com a venda de imóveis de sua propriedade. Abreu informou ao Valor, ao lado do presidente da companhia Eurico Teles, que estima impacto positivo entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões com a venda de ativos não essências.
O executivo também informou que arrecadou R$ 120 milhões nesta semana com a venda de um imóvel no Rio de Janeiro, com a alienação de outros três, localizados no Rio, Brasília e Salvador, com potencial de gerar mais R$ 450 milhões para a companhia.
Emissão de dívida
Já Teles destacou os trabalhos da Oi para buscar outras fontes para financiar o plano estratégico que, além dos ativos não essenciais, também envolve a emissão de dívida garantida de R$ 2,5 bilhões, operação que está a cargo de dois bancos que negociam com investidores as condições para os títulos, que devem ser garantidos pela rede de fibra óptica.
O montante da emissão ainda pode ser reforçado com mais R$ 2 bilhões em financiamentos oferecidos por fornecedores para a compra de equipamento, conforme previsto no plano de recuperação judicial aprovado em 2017. Além disso, a Oi (SA:OIBR4) Oi deve receber mais R$ 3 bilhões em em créditos de PIS/Cofins.
A tele ainda pode levantar recursos com a venda de sua participação de 25% na companhia angolana Unitel, operação que deve ser concluída ainda neste ano.
Rede Móvel
Já em entrevista com a Reuters, os executivos revelaram que podem considerar vender sua operação móvel se receber ofertas atraentes, disse o vice-presidente de operações Rodrigo Abreu nesta quarta-feira, após relatos de interesse de suas maiores rivais.
Ainda assim, Abreu, poucas semanas após ter sido escolhido para o novo cargo na Oi, disse em entrevista à Reuters que essa transação não é essencial para o plano estratégico da empresa: "Não faz parte do nosso plano de curto prazo e não dependemos da venda da operação móvel para realizar nosso plano de investimentos, mas é uma opção no futuro." Ele acrescentou que a Oi (SA:OIBR4) não iniciou um processo formal de venda da unidade de telefonia móvel.
A Reuters informou no mês passado que a Oi estava em negociações preliminares com a espanhola Telefónica e a italiana Telecom Italia para vender sua rede móvel e evitar uma possível crise de caixa.
A maior operadora de telefonia fixa do Brasil entrou com pedido de recuperação judicial em junho de 2016 para reestruturar aproximadamente 65 bilhões de reais de dívida.
Abreu disse que a venda de ativos não essenciais deve ser o bastante para financiar o investimento no serviço de banda larga residencial com fibra óptica (FTTH), um dos principais focos da Oi .
Ele reconheceu que a base de clientes móveis da Oi, a quarta maior do Brasil, encolheu, mas que o negócio é sustentável. "Continuaremos a investir seletivamente para mantê-lo valioso", acrescentou Abreu.
O executivo reafirmou que é provável que a Oi gere fluxo de caixa positivo até 2021, conforme prevê o plano estratégico de julho.
Fonte: Investing
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